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Fernando Diniz Cabral
Comentário · ano passado
No caso, temos mais de trezentas vítimas, que não se conhecem, relatando sempre as mesmas condutas, que teriam sido levadas a efeito pelo Médium. Dar publicidade a esses relatos não é ferir a presunção de inocência, que ainda milita em favor do indigitado, haja vista não ter sido ele condenado, ainda. O devido processo legal está em curso, o suposto meliante está tendo uma competente defesa técnica, contratou ótimos e caríssimos advogados, foi ouvido pela polícia, fez exame de corpo de delito e, uma vez presentes os pressupostos da preventiva, esta foi decretada pelo juízo, ou seja, tudo normal, nenhuma garantia constitucional foi violada. Cabe também ressaltar que é de uma leviandade absurda dizer que as supostas vítimas do Médium estariam representando em desfavor deste com o único objetivo de obter algum benefício financeiro por meio do processo. A meu juízo, uma afirmação dessa laia é que fere a presunção de inocência, inverte a lógica e vai muito além do razoável, haja vista a quantidade de provas - mais de trezentas - todas apontando para o Médium como autor dos crimes dos quais é acusado. Clamar por justiça não fere direitos e garantias, entretanto, tentar calar esse clamor, que pelo que temos visto tem vindo do fundo de almas profundamente feridas, que buscam apenas por justiça, é que fere direitos e garantias individuais, pois todos temos o direito à justiça. Espero que ela venha, venha breve e pesada, justa. JUSTIÇA! É o que queremos ver.
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Fernando Diniz Cabral
Comentário · ano passado
O comércio de cigarros é legal, mesmo assim existe o tráfico de cigarros - os contrabandeados - cuja comercialização envolve os mesmos métodos utilizados pelos traficantes de outras drogas proibidas, ou seja, a simples legalização não é a solução mágica para o problema. Vejo também como necessário pontuar que a legalização da maconha aumentará a oferta desse entorpecente, facilitando com que muitos jovens que a princípio não teriam acesso ou contato com essa droga, por estilo de vida, opção etc. entrem em contato com esse entorpecente e se sintam encorajados a usá-lo, com as conhecidas consequências. E claro que não existirá apenas o comércio legal da maconha, haverá também o ilegal, assim como acontece no comércio do cigarro comum, mencionado no início. O Estado não precisa de mais dinheiro, argumentar que a legalização levaria ao aumento da arrecadação tributária não é nada interessante, pois o Estado não precisa de mais dinheiro, ele já tem muito, é riquíssimo, além do mais, ter um Estado ainda mais rico não significa necessariamente que ele será mais eficiente no cumprimento de suas obrigações constitucionais, o Brasil que o diga, sempre entre as dez maiores economias do mundo, entretanto, metade da população sem saneamento básico. O combate as drogas deve ser mantido, o que precisamos por aqui são mudanças profundas nas regras de engajamento, quando estas forem devidamente alteradas, haverá sim uma nítida redução da violência sofrida pelas comunidades hoje dominadas pelo tráfico, lembrando que essa luta não tem fim, ela é feita dia a dia, incansavelmente.
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Fernando Diniz Cabral
Comentário · ano passado
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